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Louise Morgenstern
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Ele e ela

  • 7 de jul. de 2016
  • 2 min de leitura

Ele sempre foi um homem muito batalhador. Nunca permitiu que nada faltasse para seus filhos e sua esposa. Trabalhava quase mais horas do que tinha o dia e, mesmo assim, persistia incansável em busca da satisfação de todos. Chegava tarde da noite, saía cedo da manhã. E, por mais que você possa imaginar que fosse um homem amargurado, não era. Sua felicidade e determinação eram fruto dos sorrisos que ele conquistava.


Ela passou a maior parte da vida se dedicando aos filhos e ao lar, afinal de contas, não era fácil cuidar de quatro crianças e ainda organizar a casa. Ela era a responsável por manter tudo em ordem. Servir o almoço quentinho para seus filhos e seu marido, garantir que tudo estivesse sempre limpo e organizado, preparar a cama de cada um à noite. E, em meio a todos os afazeres domésticos, lidar com choros, brigas e machucados.


Eles sempre foram um casal feliz. Apesar de todas as dificuldades, todos os apertos, todas as sérias decisões que tiveram que tomar, sempre foram felizes. Ambos sendo as rochas que sustentavam o lar, que sustentavam as adversidades e que sustentavam os filhos.


Um não seria o mesmo sem o outro. Sempre foi assim. O sorriso dela só era tão grande quando olhava para ele; o abraço dele só era tão forte quando envolvia ela. E juntos, sempre, foram os responsáveis por manter um lar aconchegante e feliz para seus filhos. Foram os responsáveis por sempre darem tudo de que os filhos necessitassem.


Conforme os anos foram se passando e os filhos foram crescendo, as coisas mudaram. Aos poucos, todos eles foram abandonando o ninho. Foram viver suas próprias aventuras e suas próprias paixões.


Como era de se esperar, anos mais tarde, tiveram netos. Na verdade, uma neta. E essa menina foi a pessoa mais sortuda do mundo. Ela foi abençoada por nascer naquela família. Uma família em que o amor sempre esteve tão presente e tão palpável ao seu redor.


Desde pequena, sempre ouviu histórias sobre os seus avós. E, desde aquela época, ela já sabia que a vida é feita de batalhas. Que era preciso ser determinada como seu avô e zeladora como sua avó. Que a felicidade surge quando ultrapassamos nossos próprios limites, e não quando conseguimos as coisas sem mérito algum. E, o mais importante de tudo, ela aprendeu que é possível fazer coisas extraordinárias quando se têm as pessoas certas ao seu lado. Assim como seus avós e seus pais tiveram um ao outro.



> Esse texto eu dedico aos meus segundos pais. Como hoje é o dia do aniversário da minha vó, decidi fazer essa pequena homenagem a essas duas pessoas muito importantes na minha vida. Parabéns, vó!




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